sábado, 28 de julho de 2007

feel


And now
you crossed that line
you can't come back
tell me how does it feel now
too late
too much to forget about
can't stop now
tell me how does it feel now
i'm only asking
because i wanna know
how you wanna feel

quarta-feira, 25 de julho de 2007

...

sometimes all we have are meaningless acts

...

Apologies are just words...

quinta-feira, 12 de julho de 2007

the scientist...

Questions of science, science and progress
Do not speak as loud as my heart
And tell me you love me,
Come back and hold me

Oh and I rush to the start

Scientist at heart... but my heart is bigger then science.
Your heart has to be as big as the life you desire for youself...

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Neruda

ANTES

ANTES de amar-te, amor, nada era meu:
vacilei pelas ruas e as coisas:
nada contava nem tinha nome:
o mundo era do ar que esperava.

E conheci salões cinzentos,
túneis habitados pela lua,
hangares cruéis que se despediam,
perguntas que insistiam na areia.

Tudo estava vazio, morro e mundo,
caído, abandonado e decaído,
tudo era inalienavelmente alheio,

tudo era dos outros e de ninguém,
até que tua beleza e tua pobreza
de dádivas encheram o outono.

AMOR

AMOR, agora nos vamos à casa
onde a trepadeira sobe pelas escadas:
antes que chegues, alcançou teu quarto
o verão nu com pés de madressilva.

Nossos beijos errantes percorreram o mundo:
Armênia, espessa gota de mel desenterrada,
Ceilão, pomba verde, e Yang Tsé separando
com antiga paciência os dias das noites.

E agora, bem-amada, pelo mar crepitante
voltamos como duas aves cegas ao muro,
ao ninho da longínqua primavera,

porque o amor não pode voar sem deter-se:
ao muro ou às pedras do mar vão nossas vidas,
a nosso território regressaram os beijos.

Poema LXVI

Não te quero senão porque te quero
e de querer-te a não querer-te chego
e de esperar-te quando não te espero
passa meu coração do frio ao fogo.

Te quero só porque a ti te quero,
te odeio sem fim, e odiando-te te rogo,
e a medida de meu amor viageiro
é não ver-te e amar-te como um cego.

Talvez consumirá a luz de janeiro,
seu raio cruel, meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego.

Nesta história só eu morro
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero, amor, a sangue e fogo.

Poema XLIV

Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.

Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.

Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.

Meu amor tem duas vidas para amar-te. Por isso te amo quando não te amo e por isso te amo quando te amo.

He Wishes For The Cloths Of Heaven

Had I the heavens' embroidered cloths,

Enwrought with golden and silver light,

The blue and the dim and the dark cloths

Of night and light and the half-light,

I would spread the cloths under your feet:

But I, being poor, have only my dreams;

I have spread my dreams under your feet;

Tread softly because you tread on my dreams.